sexta-feira, 7 de agosto de 2015

ESSA POSTAGEM NÃO É SOBRE O GUILHERME...

ESSA POSTAGEM É PRA VOCÊ QUE TEM CROHN E NÃO SENTE...
Me encanta saber que não sentes, nem dor, nem incômodo, nem nada.

Me encanta tua força, teu jeito de encarar a doença e a forma como leva a vida, sempre tão ávido, enfrentando tudo de uma forma tão de fronte, sem viés para o arrependimento, culpa ou tristeza;

Me encanta, mas nem tanto, porque se contradiz quando se diz forte se não precisa de força para enfrentar a doença, se não dói. Encararia a vida então como todos os outros comuns, apenas levando, apenas vivendo e sendo feliz.

Tua historia me encanta, mas não me convence, pois também sou dessas que não sente tanto quanto os outros, os de crohn mais avançado ou intensificado, aqueles que estão limitados a cama, a cadeira de rodas, aos cuidados dos outros, dependentes.

Da mesma forma que é pra ti incompreensível alguém sentir tanta dor e não melhorar, se deprimir tanto por não ter onde esperar e não se esforçar para enxergar a luz que você vê, me faz não te compreender com essa sua ausência de compaixão, o extermínio completo de sua sensibilidade para entender a dor do outro que acredite você ou não, tem inquestionavelmente, a mesma doença que você.

Eu poderia te culpar amigo (a), dizer que em algum momento você também inventou essa doença ou essa melhora só para ganhar das pessoas a admiração que tem os guerreiros, os herói;
Eu poderia duvidar quando você surgisse algum dia e me dissesse que hoje amanheceu com um pouco de dor, e poderia duvidar mais ainda quando você depuzesse a seu favor nas suas historias de lutas e superações, vitorias sempre tão cobradas por você  sobre a doença, já que hoje, você mesmo já esquecido disso, ignora que também e de alguma forma  já passou por algo, qualquer coisa que lhe deu o rascunho do que é ser um doente de crohn, de retocolite ou "apenas" como julgam muitos, uma sindrome do intestino irritável. Mas eu não tenho nas mãos e nem no coração um julgamento ou uma atribuição de culpa para você; esse texto só tem de mim o propósito de te fazer pensar, humanizar seus sentimentos e a forma como você vê ou tenta "estimular" o outro. Posso ainda te dizer e garantir que a culpa dessa sua descriminação e atribuição do que e quem deve mesmo estar sentindo dor ou não, doente ou não, não seja sua, a culpa na verdade é do crohn, esse autoimune que em uns age de forma branda e com tamanha leveza que quase se duvida e muitas vezes ate se esquece da sua existencia, e em outros de forma tão devastadora, rompendo e destruindo tudo com tanta verocidade e pressa que nos faz duvidar se seria este, a mesma doença habitante entre todos nós.

Ter crohn é assim, parece frescura em alguns, parece câncer em outros, parece a morte para tantos, parece invenção para quem não compreende as melhoras e pioras bruscas e repentinas, parece só psicológico ou emotivo para quem te vê tomando os remédios todos os dias e não apresentando nenhuma melhora ou alguma melhora repentina, mas é física, causa dano, as vezes silencioso, as vezes gritante, é cíclico, se melhorar, parecer que sumiu, um dia bate suave ou fortemente a sua porta, entra e fica ou sai, mas volta, como um marido que saiu para comprar um cigarro, como uma mãe que abandonou seu filho, como a morte, que não avisa, apenas vem. Sejamos coragem, mas sejamos acima de tudo, humanos.

(Gláucia Queiroz - Poeta de crohn)

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

MUDANDO PARA MELHOR !


Fala aê galera, tow de volta nessa bagaça!!!

Esse período de molho devido a uma costocondrite ( o retorno) me deu uma puta vontade de voltar a escrever, então nada melhor que voltar a alimentar meu blog com meus devaneios kkkkk

Como podem ver mudei o nome novamente hehehe. Para falar a verdade depois do incidente com meu antigo blog o "Coisas da Nefasta" que era o meu queridinho e que consegui recuperar algumas velhas postagens através da recuperação de um backup mais antigo que eu havia guardado, não consegui me encontrar, troquei o nome do blog pra tentar fazer algo novo, mas o fato é que o nome que eu escolhi não tinha muito haver comigo, estava muito sério e foi aí que eu decidi mudar o nome do blog de novo...foi malz aí galera, mas agora eu acho que vai!
Eu gostei do nome e vocês??? - Achei bem a minha cara e tudo haver com o momento que estamos vivendo hoje em dia, em outras palavras, expressa bem meu blog.

Bom, hoje eu só passei para contar as boas novas. Favoritem, sigam, compartilhem e curtam! Hoje estou editando o ambiente, mudando umas coisinhas na base e design do blogger mas essa semana ainda publico postagens novas okays??! - Enquanto isso matem as saudades relendo postagens da época do Coisas da Nefasta que estão aí no arquivo do blog e não deixem de comentar o que acharam do nome e dessa coisa de eu voltar a postar por aqui okays!

No mais, Beiças e Welcome to my hell  /,,/,

sábado, 14 de fevereiro de 2015

LICENÇA PARA TRAIR – A CONCESSÃO

Começou ontem oficialmente o carnaval e quem é o vale night e a Friboi diante da maior festa da carne, que não poderia ter nome mais apropriado aqui no Brasil. Assim como eu, você pode até dizer que não curte carnaval, mas diferente de mim, se você é solteiro e/ou sem compromisso, pode crer, aguardou ansiosamente por essa época onde tudo e todos se tornam pegáveis, correto ??
- Errado! Já foi a época onde só os desgarrados de plantão esperavam ansiosos essa festiva para esfregar na cara dos compromissados as vantagens de não estar amarrado a ninguém. Há quem diga e coloque em estatísticas que a ocorrência de casais e/ou compromissados e até efetivamente casados estejam cada vez mais tomando conta dos desfiles e nas ruas. Se por um lado e ainda no ínicio dessa dita liberdade as mulheres e homens não grados de bagunça liberavam seus parceiros (as) contrariados e diante de chantagens e términos inesperados, hoje porém, se juntam a eles nessa decisiva de que melhor terminar do que se engalhar como forma de prevenção para o que não querem ostentar, mas que independente de termino ou não, com o retorno do relacionamento na quarta feira de cinzas, por ter sido  inclusive fruto de um acordo em comum, cor sim, CORNÃO.
Sim, cornão! Se esta aí contrariado com minha justificativa alegando que não há galhas onde não há união, sinto muito amigo folião, você está completamente equivocando-se e lhe explico até com um certo pesar o porque deste. Terminar um relacionamento, seja ele namoro, paquera, ficada ou peguete, desde que fixo e itinerante como estavam até o ultimo dia antes do derradeiro carnaval e retomando o mesmo logo em seguida do fim da festa, pedindo ou alegando perdão simplesmente para fugir de uma culpa ou consciência penalizada não faz de você um ileso ou inocente, muito pelo contrario, só reforça sua licença para trair e ser traído, portanto, uma concepção totalmente deficiente de razão baseada na ilusão apenas dos que as querem usar.
No máximo, somente seus amigos mais próximos tomarão conhecimento desse período de abstenção; as outras pessoas conhecedoras do seu relacionamento por verem sempre seu amor desenhado com tinta cor de rosa nas ruas e por todos lugares onde você e seu amor passaram continuarão vendo você como casal e assim sendo, também verão você pegar todas (os) durante o carnaval.
Diante disso, cabe a vocês, casais que em comum acordo ou conflituoso término de concessão carnavalesca assumam logo suas posições de liberdade corporal de expressão, porque terminado ou não, o que se pede não é o término do namoro, ficada, pegada ou casamento, e sim uma lincença para traição.
Bom carnaval e se beber não dirija, se for comer use camisinha, lembre-se : Aids não tem cara e posto de gasolina não tem dó!


BEIÇAS!!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

O NOME DELA É LÚ PAGANELLI

Gente, ontem descobri uma coisa muito legal no youtube, chama-se canal de vídeos e cada pessoa que posta vídeo por lá tem o seu! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Zoeira a parte, eu sei que vocês sabem o que é um canal de vídeo no youtube e sim, eu também sei o que é, tenho o meu lá, apesar de só ter criado um pra poder comentar e me inscrever em algum canal que eu viesse a gostar, e ontem rolou isso comigo.
Estava eu procurando vídeos sobre o poder curativo da casca de banana, coisa que eu já tinha visto por lá mas não tinha favoritado e de busca em busca acabei esbarrando no canal de vídeos de uma garota chamada Lú Paganelli. Eu não sei se alguma de vocês já conhecem, mas cara, eu adorei! A moça é séria mas é descontraída e dá dicas muito legais e práticas e alem de testar antes nela, tem transparência para dizer quando não gosta ou não deu certo com ela e achei isso muito decente da parte dela, já que a maioria que tem canal de dicas no youtube só quer upar vídeos para ganhar joinhas e virar famosinho de rede, e nitidamente esse não é o intuito primordial dela, o que angariou um ponto comigo, porque odeio essa coisa de nego se achar na calçada da fama só porque tem likes a milhão ou joinhas de caixa forte kkkkkkkkk. É como eu falo, ser famosinho de facebook ou milionário no banco imobiliário pra mim é a mesma coisa, não vale nada!
Voces sabem como é difícil eu gostar de algo que Sá recomendar se eu não conhecer a pessoa e realmente gostar do que vi ou ouvi ou li, mas to apaixonada pelos vídeos dela!!!! Foram seis horas sentada na mesma posição com o note no colo devorando um a um os vídeos dela e se não fosse meu namorido e meu filho me perguntando se não iríamos jantar, confesso que não teria me dado conta do tempo que fiquei assistindo vídeo no youtube. Cara, nem lembro a última vez que fiquei tanto tempo assim vendo algo no youtube, acho que nunca se querem saber, então, só por aí, vocês podem confirmar que os vídeos são bons mesmo. 

E porque eu gostei tanto, eu lhes pergunto?? - Muito boa a pergunta de vocês, pode deixar que eu mesma respondo kkkkkk...simples, a resposta é simples. Sim, eu já disse a resposta, simples, essa é a palavra que define os vídeos dela, vocês vão ver e vão reconhecer isso que eu estou falando aqui, não tem frescuragem. Não tem glamourização hollywoodiana a nível Beverly Hills tupiniquim, a mina não ta falando lá de bolsa Chanel, nem de fashion week, nem de tendência da moda de milão, nem dando dica de cabelo e maquiagem que só burguesinha da zona sul faz e mostra no vídeo como se todo mundo pudesse ter, fazer ou comprar. A mina é de responsa, dá dicas que dá pra fazer mesmo, coisas que eu sei que funcionam porque sou do tempo em que essas dicas não eram dicas, a gente fazia mesmo porque era o que tinha pra hoje naquela época e foi delicioso ter o resgate de algumas dessas memórias. Se tudo isso já não fosse maravilhosa sintonia e afinidade com meu jeito de ser e pensar ainda descubro que a garota tem doença autoimune, mais uma coisa parecida comigo! Essa última parte eu não precisava falar porque só quem tem doença autoimune sabe como é pode conhecer mais alguém que tem o que a maioria do planeta não tem, já que são doenças raras e sem cura e as vezes a gente se sente muito só na luta. Enfim.
Quem se entusiasmou e quer conhecer de quem eu tanto falo, vou deixar o link do canal dela AQUI ! e já vou avisando, quem resolver se enveredar pelo canal dela, melhor preparar uma boinha de assento e um apoio pro note, café, uns petiscos pra matar o tempo porque pode acontecer com vocês a perda de noção do tempo que rolou comigo hehehe.
Beiças e até mais!!!




P.s. >> Sim, como em toda paixão, estou entusiasmada, anotei um monte de dica (fortalecedor de unha, clareador de axilas, dentes, banho de brilho sem tinta), amanheci já assistindo mais vídeos dela, corri e já comprei algumas paradas pra fazer algumas receitas e já enviei um convide de amizade no facebook bem tietinha pra ela (pasmem) rs...estou aguardando ela me add #expectativahard COMO EM TODA PAIXÃO, SEI QUE ESSE AMOR PODE PASSAR, ENTAO TRATEI DE CORRER kkkkkkkkkkk

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

PARABÉNS PELO BUNDÃO !

Gente, já tem uns dias (sim, mesmo antes de oficialmente ir para o ar na rede glóbulos brancos de televisão) que eu ando vendo um murmurinho abafante sobre a bunda da Paola oliveira na Televisão. Oficialmente foi para o ar ontem, eu acho, digo isso porque embora tenha ficado bastante tentada com as vinhetas da minisérie na TV, eu não sou muito de ver televisão, são poucas coisas que gosto de ver na TV e principalmente na globo, geralmente alguma minisérie que me atraia com uma boa trama e fora isso, o programa Altas Horas, Danilo Gentili, A liga, CQC e policia 24hrs se querem saber. Não tenho TV a cabo.
Bem, voltando ao assunto da bunda, digo, da minisérie Felizes para sempre?, tinha feito planos (aquele tipo de plano meio sem plano,meio desanimada por causa do horário) de assistir, mas acabei perdendo o dia da estréia e não lembrando. Contudo o que era um burburinho na net virou praticamente um bug do milênio quando a cena em si foi ao ar e tomou conta do planeta terra...a bunda da Paola Oliveira.
Confesso que até ver a cena que virou meme, que virou repeteco, que virou gif, jpg, stream, capa de tela inicial de celular e PC, viral do youtube, trend tops do twitter, e se não fosse a protagonista contratada exclusiva da rede globo viraria até fenômenos do youtube no programa da Eliana, eu particularmente não achava que seria “aquilo tudo” que eu vi, achei que toda essa balburdia era mais por conta da atriz fazer mais papéis de mocinha recatada e levar consigo essa aparência, e até pelo par de coxas exibidas na dança dos famosos imaginava uma “popinha” mais saliente, mas nada que me deixasse na situação em que fiquei.
Que ela é uma atriz linda todo mundo sabe, engraçado que eu lembro de ter visto um filme dela com o Reinaldo Gianeccini, e ela no filme também apareceu seminua, mas puta queo pareo, pelo amor de Ozzy, onde que estava escondido aquele ser de vida própria que em nenhum momento apareceu “causando” tanto ofuror nos homens e porque não nas mulheres também??
Antes que me giletem, me butinem ou me bixessiem (acho que acabei de inventar essa palavra kkkk) te convido mulher hetero e feminina a não fingir nesse momento ok, nem vem com essa de tentar achar defeito ou dizer que é efeito de novela ou ainda hidrogel rs, admitam como eu estou fazendo agora, é a bunda mais bonita que vocês já viram até o momento, to errada?? – Quem é o hidrogel, silicone, qualquer uma dessas “tretas” montadas e moldadas para replicar na terra uma bunda como a da Paola Oliveira?!
O que eu sei é que a mulher escondeu direitinho o “bonde” e provou que o que fica guardado e reservado a poucos debaixo das vestes, quando revelado causa nos homens e em nós porque não dizer, maior prazer e ofuror do que o que hoje em dia nos é dado de graça e até vulgarizado por quase todas “novinhas” de plantão.
Fecho esse texto por outro lado traumatizada e agora com menos coragem de expor minhas partes herdadas de papai para quem for. Sempre fui revoltada por ter herdado do meu papi justamente a pouca bunda quadrada a quem afetuosamente chamo de bob esponja e mesmo com meu marido insistentemente me garantindo que só eu vejo minha bunda assim, quando escondo-as em calças jeans e bermudas, tudo que eu queria é que as pessoas também as enxergasse ali em algum lugar saltando na roupa kkkkkkkkkkk, ta, não é tão assim, mas é como eu me sinto rs, eu sei que fui recompensada com um padrão americano de pouca bunda e muito peito mas talvez eu tenha descoberto meu primeiro sentimento inferior humano (flw a espírito de luz kkkkk), porque por pouco que seja e pela primeira vez, senti uma invejinha daquela voluptia rs; mas nada que me limite ao ódio ou corroer meus dias desejando profundamente que aquela bunda amanhecesse em mim rs e por isso termino meu post de hoje pelo óbvio...

Parabéns Paola Oliveira pelo #Bundão!


P.s >> Meu marido não sabia e tomou conhecimento do “assunto” agora enquanto eu lia o post para ele, não me pediu nem sugestionou mas vi em seus olhos e só em seus olhos (rsss) um brilho de curiosidade. Pergunta: eu seria trouxa ou totalmente segura de mostrar para ele uma bunda daquela ?? Comentem aí! kkkk

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

VOCÊ É A OVELHA OBESA DA FAMÍLIA


Hellows pessoas, como vão?!

Pois é, estão vendo o título da postagem de hoje néh...aconteceu comigo na última consulta que tive ano passado com a médica que faz meu controle de Crohn. Estava eu lá na espera da médica me chamar, quando meio que já desanimada eu tentava a todo custo fazer meu fone de ouvido funcionar no celular. Ele sempre me sabota quando preciso dele e sempre que vou ficar em meio a tumulto, gente que fica naquele bla bla bla desnecessário para matar o tempo, eu prefiro botar meu mp3 pra rolar uns sons ou ouvir a 98fm no meu cel.


Acontece que a porcaria do meu foninho não funcionava de jeito nenhum e pela altura que todos conversavam lá eu acabava participando das conversas até sem querer. É incrível como as pessoas não sabem fazer silêncio em ambientes onde o mesmo se faz necessário. Hospitais são lugares do tipo onde por mais que a gente deseje e mentalize o silêncio não acontece. O mais engraçado é que deveria ser um local como igrejas, velórios, etc...silencioso, afinal, as pessoas vão para o hospital porque não estão bem, mas ainda sim, não estando nada bem, não conseguem ficar caladas. Enfim.

Estava eu lá aguardando minha vez quando duas mulheres que estavam num bla bla bla danado resolveram trilhar o caminho de um assunto que não entendiam e não dominavam. Tirei esse conceito das ignorâncias estapafúrdias que disparavam e ao contrario do que você pensa, não, elas sequer demonstraram vergonha sobre tal ignorância, muito pelo contrário, falavam cada vez mais alto e cada vez mais com ar de razão, buscando em quem passou a ouvi-las quase que obrigatoriamente pela quebra de silêncio um “concordo” de olhar que não veio, porém também não foi protelado e muito menos protestado, mesmo com todas as caras reprovativas.

Eram mãe e filha que aproveitavam a ausência da outra filha, esta pelo jeito alguém bem acima do peso e motivo de toda balburdia criada pelas duas que as duas tratavam. A mãe atribuía as piores qualidades, se é que posso dizer assim a que considerava ser a filha vergonha da família, a irmã por vez, se limitava a concordar com a mãe balançando a cabeça e ora vezes esboçando o mesmo nível de insatisfação. Pelo que entendi a situação era essa, mãe e filhas magras e essa filha julgada e condenada como “ovelha obesa”. Ovelha por parte dos pais e obesa por conta genética mesmo. Confesso que tive dó dessa mulher, voltei 25 anos na minha vida, quando eu era julgada e surrada pelos olhares assim como ela estava sendo humilhada naquele momento. A própria mãe fazendo piada da filha, elogios pejorativos e disfarçados em “brincadeirinhas” de um puta mal gosto, até que ela apelou para a total e completa ignorância de evolução humana.

Eu, que estava sentada bem ao lado dela e dividia com ela os olhares das pessoas que estavam no corredor, algumas silenciosamente indignadas com o que aquela mulher dizia, outras meramente constrangidas, porém claramente sem jeito, porque você que está lendo sabe, todo mundo fala de gordo, todo mundo fala de feio, fala de gay, fala de negro, mas são poucos os que falam sem se intimidar com a presença da pessoa no local, ou se não for esse o caso dela, ouso dizer que, ela é muito sem noção.

O fato é que por ninguém cortar o assunto dela ela foi ganhando espaço e voz no corredor e quando eu me dei conta percebi que estava na hora de alguém calar aquela mulher e coincidência ou não, no mesmo momento em que pensei isso ela me veio com o mais idiota dos conceitos disparados por ela até aquele momento e sem freios como um cara que acelera feito doido na rodovia ela vira e afirma para todos que estavam ali, que ela, justamente por ter e conviver com uma filha gorda, tinha certeza, todas pessoas que são gordas, são gordas porque não tem educação. Ktcham!

Me digam, eu aqui durante anos da minha vida me debruçando em leituras de pesquisas cientificas, acreditando no poder da ciência e ainda sim nesse quesito discordando dos estudos já divulgados por ela a respeito da obesidade, vendo e convivendo com pessoas que sofrem de obesidade mórbida não provocada por dietas a base de mc donalds e donuts como os americanos; gordos que assim como eu sempre tiveram alimentação saudável, de muita fruta, verdura, legumes, e todos esses bla bla blas que a ciência e cultura social espalha por aí ser bom, gordos que não como eu, já que eu assumo publicamente que embora não coma o tanto que você provavelmente imagina em termos de quantidade para estar do tamanho que estou, faço tudo errado, como com longo espaço de tempo, não faço exercício e gosto, gosto muito de comer, como de tudo e mesmo hoje bem restrita no quesito alimentação por conta do Crohn, não me sinto privada de comer e não me sujeito a deixar de comer (só realmente o que não posso por causa da doença) nada em nome de beleza ou magreza social estipulada.

A mulher não sabe, mas tenho certeza que se a filha dela come mais ou ganha peso desmedidamente sob mínimos exageros, ela tem boa parte dessa culpa, afinal ela, até por não aceitar a condição e biótipo da filha, deveria ser a primeira a estimular e incentivar positivamente a filha e principalmente por ser mãe deveria é defender e amar incondicionalmente essa filha e não usá-la como apoio de copo dos goles de zombaria que toma as custas da filha.

Você deve estar aí pensando se eu consegui me manter calada mesmo depois dessa asneira escarrada na minha roupa. Claro que não! Até esse momento eu confesso, estava com pouco saco para discutir qualquer assunto com esta senhora. Eu tenho essa mania de estabelecer diálogos ou discussões mentais com pessoas com quem me reservo ao direito de ignorar qualquer manifestação que demonstre que eu sequer estava ouvindo-as, mas essa hora foi demais pra mim, que não fosse por uma questão de honra, já que querendo ou não ela me incluía nesse meio, seria ao menos para calar aquela boca de asneiras sem fim, e foi o que eu fiz.

Ela tomou um susto quando surgi no assunto, virei meu corpo e rosto para seu lado; acho que por minutos de atenção do grupo que ali estava, ela tinha se esquecido ou não percebido que dentre aquelas pessoas que ali havia uma gorda, uma pessoa beeeem acima do seu chamado e nomeado peso e que pasmem, ousava povoar aquele ambiente trajando um vestido franzido e se isso não lhes causasse repulsa suficiente era uma gorda que falava. Horrorizados demais? Vocês não viram nada.

Eu não estava com a menor vontade de manter um diálogo com aquela mulher, era não merecia que eu dividisse com ela meus conhecimentos, sei que pareço arrogante quando falo assim, mas se quer saber, fodas, ela pode ficar ali escarrando sua ignorância na minha roupa nova e quando sou eu que quero falar ou me calar não posso. Me polpem!

Só emiti uma única resposta, nem lembro mais o que falei se querem saber a verdade, só sei que quando falei, consegui calar aquela mulher. O que eu mais gosto em mim é o meu tom de voz e não tenho modéstia sobre isso. Tenho uma entonação que passeia muito bem entre o sério esporrádico e o humor debochado, escrachado e sarcástico, então quando quero ser séria do tipo “essa é para calar a boca e o assunto” consigo fazer isso sem baixar o nível ou precisar gritar para me destacar na multidão, é só abrir minha boca e falar pausadamente para quem ainda não conseguir entender ir desenhando o que falo na mente, e foi o que eu fiz. Respondi aquela senhora como não costumo fazer com pessoas mais velhas que eu, mas do jeito que ela merecia por ser tão preconceituosa e discriminar por ser diferente do que ela esperava, a própria filha. Como um cervo tentando se soltar das presas de um tigre, ela tentou se desvenciliar e até me excluir do grupo ao qual acabava de me incluir nas suas generalizações, mas já era tarde, a sua jugular estava destrinchada entre meus dentes já escondidos num suave sorriso de “agora somos eu e você” e o silencio foi tomando conta do ambiente, os burburinhos foram se acalmando e o assunto acabou.

Serenamente voltei-me para o sentido da minha cadeira, direção da porta da médica, ajeitei meu vestido nos joelhos e coloquei meus fones de ouvido que ainda não funcionavam e fingi voltar a ouvir uma música que só tocou na minha mente. A médica abriu a porta, se despediu do paciente que saía do consultório e chamou o próximo. Paralelamente a porta ao lado se abriu e a nutricionista chamou uma delas, a filha, mas a mãe que a acompanhava já também não vendo que lhe cabia lugar por ali se levantou e antes mesmo que a nutricionista a pedisse que aguardasse lá fora, foi entrando e se sentando e a porta se fechou.

Junto com a saída daquela mulher foi-se uma sensação de coação que ainda pairava no ambiente. Notei alguns suspiros de gente que mesmo não concordando se viu aliviado por não ter mais que manter a diplomacia e educação que preferiram optar para não ter de confrontar com alguém que possivelmente não os ouviria e dividi com eles olhares de outros que silenciaram mas engoliram a seco minha resposta, por concordarem com tamanha ignorância daquela senhora.


Mesmo passado minha consulta eu saí dali ciente de que falta muito, tipo muito mesmo, muito do tipo divisão era jurássica e atual para as pessoas entenderem o que não entendem e compreenderem que a graça do mundo e das coisas que habitam a terra esta em ser diferente e não igual.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

MEU PAI, O AÉCIO E A DILMA...

As eleições acabaram, a PresidentE Dilma foi reeleita e contrariamente as eleições passadas, as brigas, clamores, manifestações partidárias e indignação das “campanhas” não se encerraram com a apuração e eleições concluídas, em alguns momentos, pelas redes sociais principalmente, temos a impressão de que elas nem terminaram e estamos ainda decidindo entre eleger o “Salvador da Pátria” e a “Rainha da sucata”, para mim tudo a mesma coisa, se querem saber.
Se por um lado isso é bom, porque demonstra que as pessoas estão mais interessadas em saber, acompanhar e se manifestar politicamente, por outro lado, e este ainda massante, demonstra através das mesmas, o quão ainda os eleitores discutem e tratam de política como quem assiste e torce numa partida de futebol. E ainda quem, enquanto assunto futebol, até entende e  tenta opinar bem dentro do pouco conhecimento; a grande maioria, a chamada massa, mesmo esboçando alguma vontade, agem como os que compõem a grande torcida, ou seja, se comprometem apenas a torcer e agitar a torcida, fazendo assim do time um destaque mais pela torcida que tem do que pelo próprio futebol que os jogadores apresentam.
Um exemplo disso é que poucos, raros são os que conseguem levar uma discussão sobre política sem se enveredar por agressões ou terminá-la convidando a mãe do outro para entrar na roda. Outro exemplo é o próprio conhecimento do povo sobre os efeitos e conseqüência da política na vida da gente enquanto rua, bairro, cidade, estado e país. Eu não sei hoje em dia porque meu filho tem apenas 7 anos de idade e cursa agora o 2º ano do ensino fundamental e se me recordo bem, fui “estudar” sobre “política” quando estava entre a 5ª e/ou 6ª série, então nem sei se os adolescentes de hoje em dia aprendem sobre legislativo, executivo e judiciário nas escolas, e também nem sei se isso faz alguma diferença que seja, haja visto que o que aprendi na época não ajuda em nada a entender a prática da política, essa política a qual votamos e esperamos tanto.
Eu pelo menos lembro de que quando estudei isso, foi mesmo só para aprender a diferença entre uma e outra, muito rabiscadamente e aprender qual pronome usar quando me referir direta ou indiretamente a Excelentíssima Presidente da República, caso algum dia eu resolvesse escrever uma carta para ela ou mesmo e ainda fosse “trocar uma idéia” com ela (como se a Presidenta estivesse add ao meu perfil do Facebook e/ou teclasse comigo no “Zapzap” e putzzz quem escreve carta hoje em dia kkkkk...zoando kkk).
Quer ver o quanto as pessoas entendem ou querem entender de política mesmo hoje em dia, é só fazer uma releitura da última eleição.  O que você vê?? – Vou te dizer o que eu vejo, melhor, o que eu que moro em periferia vejo, e vou começar com um exemplo de casa ok. Aqui em casa somos três filhas de pais separados e evidentemente, pais separados rs. Meu pai tem 67 anos e minha mãe 57. Nós temos respectivamente 36, 34 e 28 anos. Eu não sei em quem minhas irmãs votaram, nem iria revelar porque essa não é a questão aqui. Meu intuito aliás não é expor aqui as decisões de meu pai nem em quem ele votou especificamente, mas quero usar o exemplo dele para que vocês entendam e vejam o quanto a maioria ainda muito influente nas decisões de quem vai governar nosso país ainda sucubem ao desconhecido e deturbado. Ao certo quando lerem a postagem terão de início uma sensação de “caso isolado” mas se estão lendo isso no seu canto confortável da casa, melhor se levantarem, desligarem o sound hold e se aventurarem a trocar algumas idéias com as pessoas mais antigas  e de pouca escolaridade do Brasil (que são muitas) para perceberem que esse tipo de pensamento e atitude, por mais que hoje em dia somos mais antenados e informatizados, ainda prevalece e consequentemente também por isso que esse tipo de política persiste no poder.
Conversando com meu pai por telefone no dia seguinte a eleição, em meio ainda aquele “calor” de conversações que se estenderam por semanas (pra falar a verdade, até hoje o povo fala a respeito rs), crente que ele  votara mais uma vez no Aécio Neves, candidato escolhido por ele no primeiro turno, perguntei a meu pai como ele estava lidando com a vitória da então candidata Dilma Roussef e eis que ele me surpreende voltando a pergunta com um “porque” não entendendo minha dúvida e rapidamente respondi que perguntara aquilo justamente porque supunha que ele havia votado no mesmo candidato do primeiro turno, e que para minha surpresa total, não foi. Surpresa mesmo, porque meu pai, ao contrário de mim, tem verdadeira adoração pelo Aécio Neves e eu como filha e geração posterior, já informatizada e principalmente tendo tido a oportunidade de compartilhar de um dia inteiro vendo como ele se porta e comporta, bem ao estilo dele mesmo, tenho verdadeira antipatia e falta de encanto (notaram que estou tentando ser bem delicada nessa parte néh, com certeza alguém que me conhece deve estar nesse minuto se perguntando porque oras boletas eu estou colocando palavras tão bonitas para enfeitarem meu verdadeiro sentimento kkk) pela pessoa e política que ele apresenta, mas surpresa maior tive quando resolvi perguntar a meu pai o porque dele ter escolhido a candidata e não ele no segundo turno.
Crente que meu pai esboçaria ali naquela conversa suas razões e decisão baseadas nos últimos acontecimentos que fosse ou mesmo uma mudança de opinião de repente pelo que seu candidato foi notícias nos últimos anos, eis que meu pai sai com essa narrativa em resposta a minha pergunta do porque da mudança para o segundo turno:
“Votei na Dilma porque não gosto de perder e como ela iria ganhar no segundo turno votei nela, não voto em quem vai perder”. Espantada ainda tentei entender os argumentos do meu pai e novamente o questionei, se ele havia votado no Aécio no primeiro turno porque então e ele então na sua maneira incisiva me respondeu mais uma vez:
“Não, no Aécio eu votei no primeiro turno porque queria que ele ganhasse, gosto dele, queria que ele ganhasse, mas como ele estava perdendo no segundo turno, votei na Dilma porque não vou votar em quem vai perder e ele não ia ganhar”. Alguém entendeu o raciocínio do meu pai aqui? Parece contraditório e sem nexo algum não é? Se você pegar o raciocínio do meu pai e limitá-lo somente na palavra “perder” vão perceber que ele não votou na Dilma porque acredita ou gosta do governo dela, nem porque ficou convencido de toda propaganda porca que tanto ela quanto o candidato Aécio expuseram durante toda a campanha. Meu pai é como a maioria ainda dos brasileiros deste país, um senhor hoje com 67 anos, que estudou apenas até a antiga 4ª série, que começou a trabalhar antes do termino da primeira infância e só foi ter o primeiro par de calçado aos 17 anos. Meu pai é como a sua maioria que nunca teve como aprender ou entender de política e nem tinha tempo para isto pois pertencia a classe massiva deste país que ergue só com trabalho braçal o país, nunca teve direito nem luxo para se debruçar sobre seus cadernos (nem sei se meu pai chegou a estudar usando cadernos em sua época, acho que não) e se dedicar aos estudos. Meu pai foi o tipo ainda muito comum de brasileiro, que levanta ainda hoje de madrugada e só volta pra casa quando o sol já foi dormir; que não tem feriado, descanso, férias, fim de semana só pra ele e defini conforto como um luxo suficiente que o permita carne na mesa mais que uma vez por semana e brinquedos para os filhos uma vez por ano, seja no aniversário ou natal, cabendo aí uma escolha ainda ok. Meu pai é um dígito apenas dos números trilhardários inscritos na previdência que anseiam ou sonharam com sua aposentadoria e finalmente fazem gozo dos poucos trocados, hoje já cientes pelo menos de que não se trata de uma concessão do governo e sim um direito ao uso do que é deles por direito.
Meu pai, assim como ainda hoje a maioria dos brasileiros existentes e de pouco entendimento sobre o que, como e porque da política existir e fazer, não quer nem tentar entender mais hoje em dia sobre os porquês e o quês da política, querem apenas que seu candidato vença para que não se sintam perdedores, vencidos pelos candidatos dos amigos ou adversários. Para eles inocentemente seus votos não tem poder ou diferença alguma e nessa de que ainda o que prevalece é o cabresto e a voz da maior torcida, vai se ficando complicado, porém não impossível entender e fazer do voto uma conseqüência decisiva nas eleições.
Contudo e visto por mim positivamente, seja através de indignação ou manifestação de facebook, blog ou mídia (e em todas as opções eu, porque não, também me encaixo), seja através de discussões envolvendo ou não a mãe de outrens e/ou seja através de um raciocínio político leve e continuamente progressivo, vamos a cada dia nos interessando mesmo que inicialmente apenas na condição provocativa, conduto sempre evolutiva para que algum dia possamos nos considerar mais entendidos da política que nos fere e refere diretamente e assim se aprofundarmos nosso aprender, possamos daqui uma ou duas décadas fazermos do nosso voto a arma de salvação que tanto desejamos empunhar com orgulho e conhecimento. Para isto, basta o simples e básico para qualquer coisa na vida, interesse, vontade e atitude.
Beiças!